Acurácia da ultrassonografia com preparo intestinal no diagnóstico da endometriose profunda

Fernanda Nogueira Barreto, Ivan Abreu Figueiredo

Resumo


A endometriose consiste na presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina das mulheres em fase reprodutiva, podendo atingir de 10 a 15% dessa população. É uma doença crônica progressiva e tem caráter recidivante. As pacientes normalmente apresentam dor pélvica e infertilidade. O diagnóstico da endometriose representa um desafio para os ginecologistas, no entanto, a decisão sobre o tipo de tratamento a ser implantado depende de uma boa anamnese, exame físico, exames laboratoriais e de imagem. Nos últimos anos, ocorreu um avanço significativo evidenciando-se a ultrassonografia transvaginal (USTV) com alcance da sua sensibilidade quanto ao diagnóstico clínico. Pesquisas apontam que este exame apresenta sensibilidade de 98% para identificação de endometriose, acometendo o retossigmoide, e de 95% para endometriose profunda na região retrocervical, com especificidade de 100 e 98% para essas duas localizações, respectivamente. A USTV demonstra ter um bom desempenho tanto para o diagnóstico dos endometriomas assim como nas lesões ovarianas iniciais da doença. Apresenta uma qualidade na resolução da estratificação das camadas da parede intestinal. Portanto, a identificação de achados ultrassonográficos associados favorece aumento na acurácia diagnóstica.

 

Palavras-chaves: Endometriose profunda. Diagnóstico. Acurácia. Ultrassonografia.

   

Texto completo:

PDF

Referências


Ezer SS, Tarim E, Parlakgumus HA. Antenatal diagnosis of sacrococcygeal teratoma–two different case reports. Ginekologia polska. 2009;80(6).

Wilson RD, Hedrick H, Flake AW, Johnson MP, Bebbington MW, Mann S, et al. Sacrococcygeal teratomas: prenatal surveillance, growth and pregnancy outcome. Fetal diagnosis and therapy. 2009;25(1):15-20.

Duleba AJ. Diagnosis of endometriosis. Obstetrics and gynecology clinics of North America. 1997;24(2):331-46.

Mowers EL, Lim CS, Skinner B, Mahnert N, Kamdar N, Morgan DM, et al. Prevalence of endometriosis during abdominal or laparoscopic hysterectomy for chronic pelvic pain. Obstetrics & Gynecology. 2016;127(6):1045-53.

Koninckx PR, Meuleman C, Demeyere S, Lesaffre E, Cornillie FJ. Suggestive evidence that pelvic endometriosis is a progressive disease, whereas deeply infiltrating endometriosis is associated with pelvic pain. Fertility and sterility. 1991;55(4):759-65.

Chapron C, Dubuisson J-B, Pansini V, Vieira M, Fauconnier A, Barakat H, et al. Routine clinical examination is not sufficient for diagnosing and locating deeply infiltrating endometriosis. The Journal of the American Association of Gynecologic Laparoscopists. 2002;9(2):115-9.

Abrao MS, Gonçalves MOdC, Dias Jr JA, Podgaec S, Chamie LP, Blasbalg R. Comparison between clinical examination, transvaginal sonography and magnetic resonance imaging for the diagnosis of deep endometriosis. Human Reproduction. 2007;22(12):3092-7.

Podgaec S. Endometriose: Coleção Febrasgo: Elsevier Brasil; 2015.

De amaral, Teixeira A A, Falone VE, Carolina I D, Moraes W N, Filho da, Do Amaral W N. A ultrassonografia transvaginal no diagnóstico da endometriose profunda. março de 2015 18ª edição. 2015:34.

Nnoaham KE, Hummelshoj L, Webster P, d’Hooghe T, de Cicco Nardone F, de Cicco Nardone C, et al. Impact of endometriosis on quality of life and work productivity: a multicenter study across ten countries. Fertility and sterility. 2011;96(2):366-73. e8.

Vercellini P, Trespidi L, De Giorgi O, Cortesi I, Parazzini F, Crosignani PG. Endometriosis and pelvic pain: relation to disease stage and localization. Fertility and sterility. 1996;65(2):299-304.

Eskenazi B, Warner ML. Epidemiology of endometriosis. Obstetrics and gynecology clinics of North America. 1997;24(2):235-58.

Moen MH, Schei B. Epidemiology of endometriosis in a Norwegian county. Acta obstetricia et gynecologica Scandinavica. 1997;76(6):559-62.

Kennedy S, Bergqvist A, Chapron C, D’hooghe T, Dunselman G, Greb R, et al. ESHRE guideline for the diagnosis and treatment of endometriosis. Human reproduction. 2005;20(10):2698-704.

Arruda M, Petta C, Abrao M, Benetti‐Pinto C. Time elapsed from onset of symptoms to diagnosis of endometriosis in a cohort study of Brazilian women. Human Reproduction. 2003;18(4):756-9.

Bazot M, Darai E, Hourani R, Thomassin I, Cortez A, Uzan S, et al. Deep pelvic endometriosis: MR imaging for diagnosis and prediction of extension of disease. Radiology. 2004;232(2):379-89.

Abrão MS, Neme RM, Averbach M, Petta CA, Aldrighi JM. Rectal endoscopic ultrasound with a radial probe in the assessment of rectovaginal endometriosis. The Journal of the American Association of Gynecologic Laparoscopists. 2004;11(1):50-4.

Moore J, Copley S, Morris J, Lindsell D, Golding S, Kennedy S. A systematic review of the accuracy of ultrasound in the diagnosis of endometriosis. Ultrasound in Obstetrics and Gynecology: The Official Journal of the International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology. 2002;20(6):630-4.

Guerriero S, Ajossa S, Risalvat




DOI: https://doi.org/10.24863/rib.v10i3.342

Apontamentos

  • Não há apontamentos.