Situação vacinal de crianças menores de dois anos atendidas em um centro de saúde do município de Raposa – Maranhão, Brasil

Taciana Sá Oliveira Rodrigues, Diego Raí de Azevedo Costa, Aline Sharlon Maciel Batista Ramos, Thiago Azevedo Feitosa Ferro

Resumo


As vacinas representam uma das mais importantes ferramentas disponíveis para a prevenção de doenças. Além da proteção individual contra sérias doenças, elas também protegem a comunidade reduzindo a circulação de agentes infecciosos. O objetivo deste estudo foi verificar situação vacinal de crianças menores de dois anos atendidas em um centro de saúde no município de Raposa no Estado do Maranhão. O estudo é do tipo descritivo, prospectivo, com abordagem quantitativa dos dados.Obteve-se uma amostra de 95 crianças das quais 45% (n=43) estavam com a carteira vacinal em dia e 55% (n=52) apresentaram atraso vacinal, sendo a doença ‘‘gripe, febre’’ 63% (n=33) o motivo mais relatado, em relação ao atraso o sexo mais prevalente foi masculino, sendo 65% (n=34). As vacinas em atraso foram à meningocócica (1º e 2° dose) com (100%) e pneumocócica (reforço) com (67%). A média de idade dos responsáveis pelas crianças com atraso e em dia foi de 19-25 anos com 37% (n=35), enquanto o número médio de irmão foi de 1,0 com 45% (n=43). O nível de escolaridade foi de 51% (n=48) para o nível fundamental incompleto e renda familiar com menos de um salário mínimo 72% (n=68). Verificou-se que uma parcela significativa das crianças não estava de acordo com o que preconiza o Programa Nacional de Imunização, o atraso vacinal favorece o aparecimento de doenças e com isso aumenta o risco de mortalidades em crianças por doenças que podem ser imunopreviníveis.

 

Palavras-chaves: Imunização. Atraso Vacinal. Criança. 


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DOI: https://doi.org/10.24863/rib.v6i1.8

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